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O arroz que mostra sinal vermelho ao colesterol elevado

 

Ana Farias, Licenciada em Ciências da Nutrição

 

O arroz vermelho fermentado deriva da fermentação do arroz com a levedura Monascus purpureus, e é usado há séculos na alimentação asiática, principalmente na China. Ainda hoje, o arroz vermelho fermentado é empregue na culinária destes países como corante alimentar ou em bebidas alcoólicas à base de arroz. Faz também parte da medicina tradicional chinesa em situações de má circulação sanguínea e de valores elevados de colesterol.

A procura de alternativas aos medicamentos convencionais para combater os níveis elevados de colesterol levou ao crescente interesse pelo arroz vermelho fermentado. Ao longo dos anos foram conduzidas investigações sobre os possíveis compostos responsáveis pelas suas propriedades, tendo sido encontrada a monacolina K, um metabolito secundário produzido durante a fermentação. Em 2012 a Comissão Europeia reconheceu esta substância e atribui-lhe a seguinte alegação: “A monacolina K do arroz vermelho fermentado contribui para a manutenção de níveis normais de colesterol no sangue.”

 

Perfil nutricional

Tal como o arroz comum, o arroz vermelho fermentado contém amido, proteína e fibra, mas também fitoesteróis, ácidos gordos insaturados e isoflavonas e monacolina K.

Benefícios para a saúde

A monacolina K é o composto de maior interesse no arroz vermelho fermentado e, tal como acontece com as estatinas (principal medicamento utilizado no tratamento da hipercolestrolemia) parece inibir as HMG-redutases, enzimas responsáveis pela síntese de colesterol no fígado. Está assim associado à redução do colesterol total e também dos triglicerídeos, com uma ingestão diária de 10 mg de monacolina K presente em produtos à base de arroz vermelho fermentado.

Em Portugal, este produto faz parte da formulação de suplementos alimentares, na forma de comprimidos ou cápsulas. Estes têm demonstrado ser uma alternativa no controlo da hiperlipidemia (valor excessivo de colesterol, de triglicerídeos ou de ambos, no sangue), principalmente em pessoas que sofrem efeitos indesejáveis com a toma de estatinas, como por exemplo astenia, mialgia ou cãibras musculares.

A redução dos níveis elevados de colesterol no sangue requer a conjugação de suplementação adequada com a implementação de uma alimentação adequada e actividade física de forma regular. Deve dar preferência aos cereais integrais, hortofrutícolas e a alimentos ricos em ácidos gordos essenciais como os óleos de peixe e vegetais, como o azeite. Evite o consumo de gorduras saturadas, como as de origem animal, como a manteiga, as natas, os enchidos, as peles e gorduras da carne, e alimentos açucarados, como os chocolates ou produtos de pastelaria.

 

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