Atletismo traz 2 medalhas de bronze e 12 diplomas paralímpicos do Rio2016

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Medalha de bronze de Manuel Mendes encerrou a prestação do atletismo português nos Jogos Paralímpicos Rio2016.

A maratona masculina encerrou hoje as competições dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, que decorreram entre 7 e 18 de Setembro no Rio de Janeiro. Portugal esteve representado por 28 atletas de 7 modalidades, terminando a sua prestação com 4 medalhas de bronze e 26 diplomas paralímpicos.

Só o atletismo português, representado por 17 atletas, trouxe para casa 2 medalhas e 12 diplomas paralímpicos.

O primeiro diploma foi conseguido no primeiro dia das competições de atletismo, com Nuno Alves, guiado por Ricardo Abreu, a classificar-se na oitava posição dos 5000 metros T11 (baixa visão) com um tempo de 17m03s64’. Ainda neste dia, Graça Fernandes conseguiu o seu melhor registo da temporada com 14s65’ nos 100 metros T38 (paralisia cerebral), mas não suficiente para passar à final. Ao mesmo tempo Luís Gonçalves carimbou o seu lugar na final dos dos 400 metros T12 (baixa visão), que o levaria à medalha de bronze no dia seguinte. Luís Gonçalves deu a volta à pista do Estádio Olímpico do Engenhão em 49s4’, voltando ao pódio Olímpico depois de ter sido prata nos Jogos de Pequim em 2008.

Nos dias que se seguiram, os sextos lugares instalaram-se no atletismo paralímpico português. Mário Trindade nos 100 metros T52 (deficiência motora – cadeira de rodas), ficou em sexto lugar com um registo de 18s19’, Inês Fernandes também alcançou sexto lugar no lançamento do peso F20 (deficiência intelectual), ao arremessar a 11,69 metros. Carolina Duarte, campeã da Europa em título, também foi sexta nos 100 metros T13 (baixa visão), fazendo o seu melhor registo de sempre: 12s48’; e Lenine Cunha também foi sexto no salto em comprimento T20 (deficiência intelectual), saltando 6,84 metros, numa prova onde o recorde foi batido pelo malaio Abdul Latif Romly, que saltou 7,60 metros.

Hélder Mestre, Cristiano Pereira e Mário Trindade seriam os próximos a somar mais 3 diplomas paralímpicos para Portugal. Hélder Mestre foi sétimo na final dos 100 metros T51 (cadeira de rodas), terminando em 24s35’. Também Cristiano Pereira foi sétimo na final dos 1500 metros T20 (deficiência intelectual), terminando com o tempo de 3m59s92’. Mário Trindade, que já tinha arrecadado um diploma paralímpico nos 100 metros, conseguiu o segundo diploma ao alcançar o oitavo lugar nos 400 metros T52, com um tempo de 65s35’.

Ao sétimo dia de competição, Graça Fernandes voltava ao palco olímpico, mas para os 400 metros T38, onde se classificou em sexto lugar, conseguindo um novo recorde pessoal de 68s62’ e mais um diploma para Portugal.

No penúltimo dia de competições, Érica Gomes somava mais um diploma para Portugal, ao alcançar o sétimo lugar na final do salto em comprimento T20, com um salto de 4, 67 metros como melhor marca. Na mesma prova ainda participou Ana Filipe que se classificou em nono lugar com um salto de 4,31 metros.

No último dia de competições, e respeitando a tradição, teve lugar a maratona, onde Portugal conseguiu mais uma medalha de bronze com a prestação de Manuel Mendes. O atleta da classe T46 percorreu a prova de 42,195 km em 2h49m57s. A medalha de ouro foi para o chinês Li Chaoyan, que terminou a prova em 2h33m35’, e a de prata para o espanhol Abderrahman Ait Khamouch, com o tempo de 2h37m01’.

Também na maratona, mas na classe T12 estiveram Gabriel Macchi e Jorge Pina que arrecadaram mais 2 diplomas Paralímpicos. Macchi alcançou o sexto lugar ao fazer a prova em 2h43m49s e Pina o sétimo com um tempo de 2h55m47s. O vencedor foi El Amin Chentouf com o registo de 2h32m17s.