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Por Ana Farias, Licenciada em Ciências da Nutrição

A cereja (prunus spp) é o fruto da cerejeira e o mais pequeno da família das rosáceas. Originária do Sudoeste da Ásia, foi trazida para a Europa adaptando-se ao clima temperado, como o das regiões portuguesas da Cova de Beira ou Portalegre, entre outras. Este fruto arredondado e vermelho está disponível a partir dos finais de Maio.

Perfil nutricional

A cereja é composta essencialmente por água (cerca de 82g a 100g) e apresenta um valor energético de apenas 60 kcal/100g. O fruto fresco fornece um teor considerável de fibra (cerca de 1,6g/100g, em grande parte pectinas) e de hidratos de carbono (13g/100g). Relativamente aos micronutrientes, incluem vitaminas (maioritariamente A, mas também C) e minerais como potássio, cálcio, magnésio e fósforo. Os fito-nutrientes, como os compostos fenólicos e flavonóides, estão muito presentes neste fruto, destacando-se as antocianinas e a quercetina, e também o ácido neoclorogénico.

O estudo da capacidade antioxidante do extracto de cereja, através de testes ORAC (Oxygen Radical Absorbance Capacity), evidenciou valores semelhantes a alguns frutos vermelhos (por exemplo, os morangos) e valores maiores do que os da maçã e do kiwi. Além destas características, faz parte da sua composição a melatonina, hormona segregada pela glândula pineal que interfere no ritmo circadiano, fazendo parte da regulação dos períodos de sono-vigília.

Benefícios para a saúde

Os elevados teores em água e em potássio conferem-lhe propriedades diuréticas. Além de ser necessário um equilíbrio hídrico adequado, o potássio pode auxiliar ainda na contracção muscular, na transmissão nervosa e na regulação dos batimentos cardíacos. As fibras solúveis, neste caso representadas principalmente pelas pectinas, poderão contribuir para o aumento da saciedade, para a diminuição da absorção de colesterol, e podem permitir a proliferação de bactérias benéficas na flora intestinal.

Os fito-nutrientes são substâncias bioactivas que têm sido estudadas pelo seu potencial antioxidante. Neste caso, destacam-se as antocianinas, pigmento que lhe confere a cor vermelha e que trabalha em sinergia com outros fito-nutrientes, potenciando as suas acções. Sabe-se que os compostos antioxidantes poderão ajudar a impedir ou reparar danos celulares causados pelos radicais livres e que, consequentemente, se podem repercutir em mecanismos protectores e preventivos de doenças, nomeadamente a associação a um menor risco de doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2 e determinados tipos de cancro.

A vitamina A contribui para o normal metabolismo do ferro, enquanto a vitamina C aumenta a absorção de ferro e contribui para a protecção celular contra oxidações, e ambas contribuem para o normal funcionamento do sistema imunitário. A hormona melatonina desempenha um papel central na regulação do sistema circadiano, proporcionando um sono repousante e apoiando o ritmo circadiano natural. Poderá também ser útil para as pessoas que sofrem de jet lag.

 

Na cereja tudo se aproveita

Idealmente a cereja deverá ser consumida ao natural. Contudo, é um fruto muito versátil, podendo ser utilizada na preparação de compotas, tartes e sobremesas com chocolate. Combina bem com pratos salgados como gratinados e carnes de caça ou de aves. São também conhecidas as bebidas à base deste fruto, como o cherry ou o kirsh. Além disso, há quem junte os caroços das cerejas de forma a fazer uma almofada que se aquece rapidamente no microondas e que se pode aplicar em zonas doridas que agravam com o frio. Também os seus pedúnculos (pés da cereja) podem ser bem secos ao sol para uma infusão com água fervente.

 

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