“Correr mais de 100 km é fácil, ganhar é que não”

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DUT: Correr na mais antiga região demarcada do mundo
1 September, 2017
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Vão estar – 9 º C no Ultra-Trail du Mont-Blanc
1 September, 2017
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 Texto e foto: Rute Barbedo

 

A algumas horas do início do Ultra-Trail du Mont-Blanc, o mito sobre Kilian Jornet paira nos cafés e ruas de Chamonix. Irá ele correr com umas sapatilhas sem cordões? Vai apostar em equipamento leve ou prefere estar quente num dia com temperaturas negativas? Vamos vê-lo a partir veloz desde Chamonix ou cauteloso em relação à montanha? Em entrevista aos jornalistas, o catalão tido como favorito nesta competição relativiza planos e questões técnicas. “É difícil ter uma estratégia, porque depois saímos em corrida e nada é como pensámos. Mas acho que as primeiras horas serão bastante influentes” na forma como seguirá a corrida, comenta.

Ainda assim, a adrenalina de percorrer os Alpes ao lado de campeões com quem nunca competiu directamente ou simplesmente que lhe dão luta, como são os casos de Zach Miller, Jim Wamsley ou Xavier Thévenard, antecipa-se à hora da partida. “Temos aqui os melhores corredores do mundo e é isso que nos traz cá e que nos faz sonhar. O que gosto na competição é a batalha, é sentir que isto é um jogo; é isso que é motivante”, detalha o atleta que há poucos meses subiu o Evereste sem complicações.

Pergunta-se, por isso, se para um desportista como ele o Ultra-Trail du Mont-Blanc é, afinal, um desafio fácil: “Correr mais de 100 km, se não tivermos um problema ocasional, particular, deverá ser sempre uma tarefa fácil para a elite; ganhar é que não”, responde Kilian Jornet.