Críticas são fruto da “desilusão e revolta de terem ficado fora deste calendário”, diz presidente da ATRP

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RuiPinho

T: Teresa Mendes F: RUNning

 

No seguimento da notícia publicada pela RUNning (http://www.runningmag.pt/atletas-criticam-calendario-nacional-de-trail-2018/), sobre as críticas ao Calendário Nacional de Trail para 2018, o presidente da Associação de Trail Running de Portugal (ATRP) responde que estas são maioritariamente de “não associados” e que são fruto também da “desilusão e revolta de terem ficado fora deste calendário”.

Num comunicado enviado à RUNning, Rui Pinho garante que “houve uma preocupação de distribuição geográfica equilibrada”, que o processo de selecção “considerou as provas certificadas – todas as que integraram as competições da ATRP em 2017” e que o calendário vai apenas até Outubro”. Ou seja, esclarece o responsável, “as provas de Novembro e Dezembro serão consideradas para a época seguinte, já no mesmo período temporal do restante calendário da Federação Portuguesa de Atletismo”. Para além disso, “o maior número de provas ‘oferecidas’ aos atletas é claramente uma forma de integração na competição de um número alargado de atletas”, sublinha.

De acordo com o dirigente, o calendário dos Circuitos da ATRP apresenta como provas Séries 150, “aquelas que os melhores atletas procuram para obterem melhores pontuações”: 5 na distância Ultra Endurance (1 Açores, 1 Madeira, 2 Centro e 1 no Norte do País), 9 na distância Ultra (1 Açores, 1 Madeira, 3 Centro, 2 Norte e 2 Sul) e 16 na distância de Trail ( 4 Norte  – neste momento apenas 3, irá ser substituída Cerveira -, Centro e Sul, e 2 Madeira + 2 Açores).

Das provas escolhidas, “haverá uma por cada distância designada como Campeonato Nacional, a que terão acesso os melhores pontuados no respetivo ranking, e uma de Ultra Endurance, mais uma de Ultra Trail, designadas como Taça de Portugal”, explica.

 

Período de restrição dos atletas que vão competir no Campeonato do Mundo começa a 1 de Abril

Relativamente ao período de restrição competitiva dos atletas seleccionados para o Mundial de 2018, que decorrerá em Espanha a 12 de Maio, Rui Pinho informa que este terá início a 1 de Abril, “pelo que as competições Campeonato Nacional e Taça teriam sempre de ser antes e depois desse período para aí poderem participar os melhores atletas”.

Ainda de acordo com o responsável, “os Campeonatos de Ultra Trail e Trail apurarão, no próximo ano, alguns dos atletas para o Campeonato do Mundo de 2019, que será disputado numa prova de distância inferior a 45 Km, pelo que teriam de estar colocados na segunda metade do ano exatamente pelas mesmas razões apontadas anteriormente”.

Quanto às restantes provas, e que fazem o número disparar acima das 30 referidas, Rui Pinho diz que “são o resultado do que a direção da ATRP considera que deve ser dado ao atleta chamado de pelotão: Escolha”. “A maioria dos mais de 3200 associados da ATRP não luta por títulos absolutos e tem assim ao dispor uma oferta de provas que lhes permita serem finalizadores dos circuitos sem terem de se deslocar pelo País onerando-os mais que o necessário”, justifica o presidente da ATRP.

 

Taças de Portugal de Ultra Trail e Ultra Endurance serão abertas e sem necessidade de qualificação

Fazendo uma escalpelização dos números de 2017 versus os de 2016, o dirigente afirma que “na distância Ultra foram 632 os classificados, contra os 1374 deste ano”. Já no Ultra Endurance “passamos de 339 para 536” e na distância de trail, “1642 atletas classificados nos campeonatos nacional, quando em 2016 foram 711”. Por fim, “temos de somar os mais de 900 que já pontuaram no apuramento por zonas na Taça de Portugal”.

Segundo Rui Pinho, a ATRP “tem a obrigação de proporcionar a todos os associados a possibilidade de competir em igualdade de circunstâncias” e “a oferta de provas reflete a necessidade dessa obrigação”, garantindo ainda que “todos terão oportunidade de atingir um ranking que lhes permita disputar o Campeonato Nacional”, sendo as taças de Portugal de Ultra Trail e Ultra Endurance “abertas sem necessidade de qualificação, havendo no Trail Curto ainda a possibilidade de disputar na área de residência de cada um o acesso à final da Taça”.

Para a Associação, “esta é a melhor forma de todos poderem competir e de os melhores terem um confronto direto nas provas designadas como Campeonato, agora também abertas aos melhores atletas, que habitualmente competem nos circuitos internacionais”.

Relativamente às acusações da organização da prova de Cerveira, Rui Pinho recusa-se a alimentar “mais polémica estéril”, sem contudo deixar de acrescentar que “o responsável da EDV Viana Trail registado na ATRP como ‘Gestor da Equipa’ esteve num encontro com a ATRP no dia 25 de Agosto, onde a ATRP o esclareceu relativamente a todas as dúvidas colocadas por e-mail“.