Dez anos a meias com a Invicta

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Provavelmente, o Verão ainda voará alto a 18 de Setembro, o dia em que a Meia Maratona do Porto Sport Zone sopra dez velas à volta da corrida. Não faltam razões para lembrar o calor que esta prova tem dado à cidade.

 

As histórias mais incríveis

Sendo a Meia Maratona do Porto (MMP) “uma prova de superação para muitos dos atletas”, como explica Jorge Teixeira, director-geral da Runporto, uma das histórias mais marcantes do evento ocorreu em 2012. “A Sofia, corredora há menos de um ano, chegou em último lugar, com o relógio a marcar as três horas, mas cumprindo um desejo antigo e superando todas as suas expectativas”, relata o responsável, concluindo que as histórias mais incríveis são, por vezes, as mais simples. “Para muitos, concluir esta prova é uma conquista enorme e desperta sentimentos de realização e êxtase que incitam uma grande melhoria na qualidade de vida.”

 

Os nomes mais sonantes

Não há corrida sem competição, um ideal avivado ao longo das edições da MMP por atletas de elite como Paul Tergat, corredor queniano de longa distância, várias vezes campeão mundial de cross-country e recordista mundial da maratona; Samuel Wanjiru, “uma das mais espantosas estrelas em ascensão na história da corrida competitiva de longa distância”, como releva Jorge Teixeira; Haile Gebrselassie, “considerado por muitos o maior fundista de sempre, recordista absoluto no meio fundo e fundo”; Zersenay Tadese, recordista mundial da meia maratona; Pamela Chepchumba, vencedora feminina da segunda edição da MMP; e Alice Mogire, vencedora da edição de 2012 e atual recordista feminina da prova, com 1h10m23s. A nível nacional, a corrida contou com as participações de Rui Pedro Silva, Rui Silva, Sara Moreira, Dulce Félix ou a Vanessa Fernandes.

 

A aceitação do comércio

Há dez anos, o receio de um “efeito negativo na cidade” prevalecia entre o comércio local, mas a postura tem-se transformado. “O ramo hoteleiro, a restauração, entre outros sectores, já perceberam o impacto positivo que a MMP detém na economia da região, olhando agora com um apetite diferente para este tipo de eventos.”

 

Homens versus Mulheres

Esta corrida não escapa à tendência de crescimento da participação feminina no running. “Apesar de o número de mulheres ainda não igualar o de homens, a diferença tem vindo a diminuir, passando de 82 mulheres (8%) na primeira edição para 1 200 em 2015 (18%).”

 

O salto internacional

Em 2011, a Runporto iniciou uma campanha de internacionalização do evento, através da presença em feiras de running. “O objectivo foi cumprido com sucesso, conseguindo-se um crescimento de 79% de participantes face ao ano anterior.”

A maior dificuldade

Em 2013, “o maior adversário dos atletas foi o forte calor que imperou na cidade Invicta”, lembra Jorge Teixeira. As altas temperaturas provocaram “sérias dificuldades aos atletas de pelotão em concluir o percurso; o caso mais protuberante foi a desistência na recta da meta da potencial vencedora da prova”. Para combater a desidratação, a organização reforçou os postos de abastecimento.