Espirulina: Uma espiral de proteína, vitaminas e minerais

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Ana Farias, Licenciada em Ciências da Saúde

A arthrospira platensis, conhecida como espirulina, é uma cianobactéria que cresce tanto em água doce como em água salgada, sendo a fotossíntese o principal modo de obtenção de energia para o seu metabolismo. Destaca-se não só pela cor azul- -esverdeada, mas também pela forma em espiral. Tem sido utilizada como fonte alimentar em populações da África subsaariana, que a retiravam de lagos, secavam e incluíam nas suas refeições. Hoje é cultivada de forma controlada, em tanques de água doce, e posteriormente filtrada, seca a baixas temperaturas e reduzida a pó mecanicamente. Oferece um elevado conteúdo de proteína, minerais e fitonutrientes e é facilmente digerida.

Perfil nutricional

O teor em proteína da espirulina varia entre 60 e 70% (cerca de 64,2g/100g do produto em pó), salientando-se o facto de fornecer todos os aminoácidos essenciais. O conteúdo em gorduras varia de 5 a 10%, nomeadamente alguns dos que desempenham um papel importante para a saúde, como os da família do ómega 6 e 9. Por 100g do produto em pó, apresenta 326 kcal e 5,1g de fibras. Ao contrário da maioria das fontes vegetais, a espirulina tem um alto teor de vitamina B12, bem como de vitaminas B6 e E. Apresenta, igualmente, valores apreciáveis de ferro, iodo, potássio e cálcio. A ficocianina e a clorofila, responsáveis pela sua cor, são boas fontes de β-caroteno.

Benefícios para a saúde

Padrões alimentares que excluam produtos de origem animal poderão optar por este alimento para um aporte adequado de vitamina B12, ferro e aminoácidos essenciais. Ao mesmo tempo, a espirulina poderá ser um alimento interessante para os desportistas, já que as proteínas contribuem tanto para o crescimento como para a manutenção da massa muscular. Por outro lado, as gorduras presentes (ómega 6 e 9) podem actuar como adjuvantes na redução dos níveis de colesterol. Pelo seu conteúdo em fibras, poderá apoiar o funcionamento intestinal e atrasar a digestão e a absorção de hidratos de carbono.

Utilização

Existem diferentes formas de apresentação da espirulina no mercado: em pó, em forma de suplemento ou como ingrediente em géneros alimentícios. Independentemente da forma de apresentação, sugere-se que privilegie opções biológicas cultivadas em ambientes controlados.

A dose recomendada é de uma a duas colheres de café por dia, sendo que, para preservar o seu valor nutricional, a espirulina não deverá ser cozinhada nem aquecida.

Estudos

Um estudo publicado no European Journal of Applied Physiology investigou o efeito da espirulina sobre a prevenção de danos musculares em 16 jovens. Os resultados demonstraram um efeito preventivo no dano oxidativo muscular esquelético e um possível adiamento do tempo de exaustão1.

Uma outra investigação publicada no jornal Medicine&Science in Sports&Exercise mostrou que a suplementação com espirulina aumentou significativamente o desempenho no exercício e a oxidação da gordura, atenuando o aumento da peroxidação lipídica induzida pelo exercício2.

Referências

  1. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16944194
  2. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20010119

 

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