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Grande Rota dos Baleeiros vai integrar o UTWT em 2018
23 December, 2017
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Hélio Fumo
25 December, 2017
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Conquistas:

2.º lugar feminino e 10.º absoluto na Everest Trail Race

Vencedora do Km Vertical e 4.ª no Eurafrica Trail

Vencedora da Maratón Sierra Nevada

3.º lugar na The Coastal Challenge

10.ª na Maratona das Areias

Equipa: Salomon Suunto

 

Este foi um ano de pódios para Ester Alves, tanto nas temperaturas tropicais da Costa Rica como nas alturas do Evereste e da Serra Nevada, mas também na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. A atleta de 36 anos, que vive em Vila do Conde, pôs um ponto final no projecto de doutoramento de quatro anos sobre a influência da adrenalina na memória. Isto, exactamente um mês depois de ter representado Portugal do Campeonato do Mundo de Trail, em Itália. “Saí desta ultra com distinção e feliz, muito feliz”, afirma.

Se juntarmos ao “pódio épico com Anna Frost e Anna Comet” na prova de 250 km da Costa Rica e à “enorme prova de sobrevivência” nas areias de Marrocos o sonho do Evereste, tudo se multiplica. Ester ansiava pela montanha mais alta do mundo e, a 14 de Novembro, brilhou com um segundo lugar na prova de 151 km em seis etapas. Foi apenas superada pela nepalesa Chhechi Sherpa Rai, ficando 1h36m à frente da vencedora da Maratona das Areias, Elisabet Barnes.

Para 2018, as ambições da “miúda da trança” fixam-se no Campeonato do Mundo de Trail, que será disputado na cordilheira catalã, mas também na disciplina do quotidiano, como explica: “Por vezes o maior desafio é o esforço cego e o equilíbrio entre a sanidade e a insanidade do dia-a-dia.” Mas, com o tempo, “a confiança e a tranquilidade pessoal crescem”. “Aprendi que só a motivação e os nossos raciocínios nos podem fazer falhar ou abrandar. Há dias melhores e piores e todos eles se reflectem nos resultados pessoais”, analisa. Dos piores, fica a desistência do Ultra Trail du Mont-Blanc. “Acho que depois de tantos quilómetros, o corpo pediu o descanso merecido”, afirma Ester Alves.

Arrancar para um pós-doutoramento na área da Oncologia poderá ser um dos próximos objectivos da atleta. De resto, “enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar”, cita Jorge Palma.