Ester-Alves-003
Ester Alves
24 December, 2017
20171026_CS©_0530
Inês Marques
26 December, 2017
20171026_CS©_0484

Conquistas:

Melhor português no Campeonato do Mundo de Trail

Melhor português (25.º) no Campeonato da Europa de Skyrunning

2.º lugar nos 82 km da Advanced Transgrancanária

3.º lugar no Trail Pierra Menta, em dupla com Sébastien Chaigneau

Equipa: EDV – Viana Trail/Compressport

 

O melhor ano de sempre de Hélio Fumo não foi 2017; foi 2007. É ele quem o diz, depois de dar voltas à memória de um atletismo camaleónico, que começou nas ruas de Odivelas, passou para o clube local, andou nos 800 e 1500 metros no SL Benfica e chegou ao trail urbano e de montanha. Mas 2007 porquê? “Foram os All-Africa Games, na Argélia”, quando o desportista natural de Moçambique e formado em Psicologia tinha 24 anos. Fez 3m51s41’ nos 1500 metros.

Em 2013, saiu do Benfica e abriu-se o caminho para o trail. Mas já lhe disseram que “não há nenhum tipo do atletismo que seja bom no trail, porque são corredores flat”. Hélio Fumo está a provar o contrário. “Tive de abandonar a mentalidade dos 10 minutos”, diz, aplicando a máxima de que “quanto menos tempo passar a correr 80 km, melhor”. Foi isso que, este ano, se preocupou em fazer no Campeonato do Mundo de Trail e no Campeonato da Europa de Skyrunning (em que competiu com o braço lesionado), nos quais foi o melhor português, e também na prova Transgrancanaria, na qual conquistou o segundo lugar. Sobre o Mundial, no entanto, confessa o “sabor agridoce” de ter ficado “a 55 segundos do top 10”. “Não foi o suficiente para aquilo que trabalhei.”

O roteiro internacional do atleta ainda é curto, pelo que um dos objectivos para 2018 será investir nessa rota, repetindo competições como o Pierra Menta, no qual chegou ao segundo lugar, em Julho, em dupla com o francês Sébastien Chaigneau. Quanto ao Mundial, afirma: “Tenho contas a ajustar comigo mesmo.”

Fora da competição, Hélio Fumo orienta quatro atletas e é guia de Jorge Pina, corredor paralímpico da categoria 12; lê e pensa muito sobre o que faz e em como organizar-se para não perder ritmo nem eficácia. “Não quero excesso de competição”, afirma, referindo-se ao calendário anual. Tem Kilian Jornet como referência. “Deve ter a cabeça num sítio muito bonito, onde eu queria estar.”