Homeopatia: os tubos que tem de conhecer!

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Maria Barata, farmacêutica.

 

Entorse, tendinite e fadiga muscular são apenas algumas das situações que podem surgir aquando da prática de exercício físico. Para todas elas, o tratamento homeopático, associado ao protocolo RICE1, é a melhor solução.

A homeopatia é uma terapêutica complementar que tem por base a máxima “semelhante cura semelhante”. Desta forma, utiliza em doses diluídas substâncias que num indivíduo saudável e em doses normais iriam provocar os sintomas da doença. Por exemplo: se cortamos uma cebola choramos. A homeopatia utiliza a cebola em doses diluídas para tratar situações em que exista corrimento ocular límpido. Desta forma, a homeopatia é uma terapêutica eficaz, que não altera a performance do desportista e não causa sonolência nem interacções com um diagnóstico médico futuro. Sem efeitos secundários e sem interacções medicamentosas, os medicamentos homeopáticos podem ser tomados de forma segura, sem alterar as funções normais do organismo e repondo o seu equilíbrio natural.

Uma cúmplice na prática desportiva

Os medicamentos unitários são constituídos por grânulos (pequenas esferas) que devem ser colocados debaixo da língua para absorção sublingual, o que os torna muito fáceis de tomar, mesmo durante as provas. Além de tratarem as eventuais lesões, os medicamentos homeopáticos também podem ser utilizados para a preparação do corpo antes de uma prova ou após a mesma para uma melhor recuperação do esforço.

Estudos recentes demonstram que a utilização de anti-inflamatórios não esteróides (AINE) orais e tópicos, prescritos muitas vezes em fase aguda, vai bloquear a inflamação e consequentemente atrasar a cicatrização nos primeiros dias. Os medicamentos homeopáticos vão inibir a inflamação mas não bloquear, permitindo a reabsorção eficaz da equimose e a correcta cicatrização. Em fase aguda não é lógica a utilização dos AINE, podendo mesmo agravar as lesões. Já a homeopatia tem uma acção analgésica, limita a hemorragia e respeita a fase de inflamação desde o momento inicial.

 

A Homeopatia a incluir no seu saco de desporto

De acordo com Gérard Murgues, especialista em Medicina Desportiva e responsável pela selecção feminina de basquetebol francesa, estes são os medicamentos homeopáticos que vão melhorar a sua performance, assim como diminuir o tempo de recuperação:

Arnica montana 9CH – É a base, o essencial, o medicamento homeopático do desportista. Toma-se em caso de traumatismo muscular, queda ou acidente, o mais rapidamente possível. Também se toma de forma sistemática, associado a outros grânulos em função da situação/lesão. Por exemplo, com a Hamamelia (se houver golpe ou trauma num músculo) ou com a Ruta graveolens (se a tendinite for muito dolorosa).

Rhus toxicodendron 9CH – Em caso de dores que melhoram com o movimento e rigidez articular. Por exemplo, um tornozelo que sofreu um trauma oito dias antes e que se apresenta rígido e necessita de reeducação através da fisioterapia.

Hamamelis 9CH – Em caso de nódoas negras, hematomas, quando existe um choque e se pretende limitar a acumulação de sangue.

Cuprum metallicum 9CH – Em caso de cãibras.

Ruta graveolens 9CH – Perante tendinites, tendões doridos, rigidez nos ligamentos ou dores de crescimento na criança desportista.

Apis mellifica 15CH – Em caso de edema do joelho, entorse ou tornozelo pisado, com aumento de volume, inchaço e vermelhidão, que melhora com o frio (aplicação de gelo).

Magnesia phosphorica 9CH – Em caso de contracturas. Associar ao calor (banho, roupas quentes). E não se esqueça de aquecer e alongar!

 

  1. RICE: Repouso da zona afectada; aplicar gelo o mais rapidamente possível e posteriormente todos os dias, durante 30 minutos, três a quatro vezes por dia; compressão do músculo ou contenção da articulação; e elevação do membro à noite para desinchar.