Na sala de aula com Carlos Sá

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Texto e foto: Rute Barbedo

A agenda do ultramaratonista Carlos Sá “é terrível”, pelo que encontrar um dia em que estivesse disponível para partilhar algumas das suas longas aventuras na montanha, no deserto, na neve ou na selva não foi fácil. Esse dia aconteceu ontem, 1 de Dezembro, para 15 privilegiados que fizeram parte de um campo de treino organizado pela Associação Mutualista Montepio, no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Desde ensinamentos sobre como utilizar bastões ou conselhos sobre a alimentação à gestão mental de uma prova, o português que já venceu competições como a Badwater e enfrentou as agruras da Gronelândia partilhou de tudo um pouco, não fugindo às perguntas dos 15 atletas amadores.
Conselho número um: “Às vezes, é importante não esticar demasiado a corda.” Apesar das vantagens do risco, é necessário saber quando parar. E a lição é válida para os treinos. Segundo o atleta, “valem mais dois a três treinos bem feitos durante a semana, e um treino de volume no fim-de-semana, do que correr todos os dias e não dar descanso ao corpo”.
Outra nota importante: “Quando vão para uma prova, preparem-na bem, estudem-na. Mas esqueçam os quilómetros”, frisou Carlos Sá, sublinhando que a afinação mais importante entre o corredor e a montanha está na gestão dos desníveis.
Não menos relevante do que as componentes aeróbia e muscular é a nutrição. “Grande parte das desistências deve-se a uma má gestão da alimentação”, recordou Carlos Sá. Por que não, mudar a estratégia em detalhes elementares? E se, em vez de utilizar os habituais géis em carteiras individuais, dissolvê-los em água para ir bebendo a cada 20 minutos? Pequenos truques fazem grandes diferenças.