Texto e fotos: Rute Barbedo
“Todos contra Luis Alberto Hernando”; “Hernando em busca do triplo”; “Luis Alberto é o favorito outra vez” são alguns dos títulos que têm saído entre a imprensa espanhola nos últimos dias. Mas entre americanos, franceses e espanhóis, o mais certo é acontecerem disputas cerradas durante os 85 km de Penyagolosa, amanhã de manhã. Luis Alberto Hernando sabe-o bem e não esconde o nervosismo perante um campeonato “cada vez mais competitivo”.
E há outros factores que pesam a favor de alguma intranquilidade na balança do bi-campeão do mundo de trail: “Este pode ser o meu último Mundial e não sei se hoje será o meu último dia como campeão do mundo [risos]. Cada vez há mais quantidade e qualidade, cada vez estou mais velho e cada vez este campeonato é mais difícil”, confessa à RUNning.
Por outro lado, este não é o terreno em que se dá melhor, apesar de estar a correr perto de casa: “Prefiro subidas e descidas mais longas do que este terreno inconstante. E o piso é bastante duro”, descreve. Ainda assim, está a jogar em casa e sente-se “muito bem” física e psicologicamente, pronto para disputar o campeonato que já o viu subir ao primeiro lugar no Gerês, em 2016, e na Toscana, no ano passado. E não se faz rogado: “Gostaria muito de voltar a ser campeão.” Estratégias? Todo o treino desenvolvido até agora. O resto virá ao raiar do sol de amanhã.



