O gajo, a neve do Killian Jonet e o Cork Trail

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Após observar vários (dois) vídeos do pequeno catalão e tendo ouvido elogiosos comentários à sua incomparável destreza, quer calce sapatos de trail ou esquis, senti-me desafiado a seguir os seus passos e aventurar-me, igualmente, na neve.

Planeei criteriosamente a viagem, depositando total confiança num amigo que reside em terras austríacas e que me levou até umas montanhas com altitude suficiente para assustar qualquer praticante menos experimentado.

Sem qualquer aula e com meia dúzia de indicações, atirei-me à primeira pista que vi e, desconhecendo o código das cores, enfrentei uma pista vermelha e até terminar de a descer, tirei duas importantes conclusões:

1.ª – A neve não é assim tão fofinha;

2.ª – Superei o desafio, pois se o Kilian Jonet tem igual destreza nos pisos de trail e com os esquis nos pés eu consigo cair nas duas situações com igual violência, sendo assim um “tralhista” total.

Animado pela proeza e também, há que o assumir, pela qualidade da cerveja ingerida, regressei a tempo do Cork Trail Running 2017, que se disputou no dia 9 deste mês, na freguesia com o sugestivo nome de Erra, em Coruche.

Foram 23 km percorridos num constante carrossel de subidas e descidas pouco acentuadas, que impediram estabilizar um andamento (como se isso para mim fosse possível), mas que retiraram a monotonia que por vezes se sente nestas provas durante as longas rectas.

Tenho igualmente de destacar a excelente marcação do percurso (não me enganei uma única vez, o que não deixou de ser estranho), as bolachas do campeão Hélio Fumo e a bela da bifana do final.

O gajo está de volta!