Os 7 erros mais comuns dos atletas solitários

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Treinam sem aquecer, em jejum ou sem o calçado adequado. Quem pratica desporto sem acompanhamento comete numerosos erros. Os músculos e as articulações protestam.

T: Tiago Carrasco

 

Numa simples corrida ou no treino de ginásio, o incumprimento de certas regras e pormenores pode afastar o desportista dos resultados pretendidos e mesmo castigar os músculos e os ossos. Eis sete dos erros que os atletas por conta e risco cometem habitualmente ao praticar desporto.

 

1.    Entrar a frio

Um músculo adormecido é uma presa fácil para a rotura. “É importante trabalhar as articulações, contrair e estirar os músculos antes de praticar qualquer modalidade desportiva”, diz Paulo Amado, coordenador da Unidade de Medicina Desportiva do Hospital Lusíadas Porto. Apesar de muitos fisiologistas defenderem que picos de corrida em nada acrescentam ao desempenho fisiológico do atleta, Filipe Amorim, personal trainer, defende aquecimentos que actuem directamente nos músculos que vão ser activados no treino.

 

2. Nem água a mais nem a menos

“A água deve ser ingerida em pequenas porções intervaladas ao longo do treino”, explica Filipe Amorim. Os que se esquecem de beber água correm o risco de desidratar, ao passo que ao bebê-la em grandes quantidades de uma só vez, os rins não conseguem remover o excesso de fluído do corpo e o sangue torna-se mais diluído do que devia, com baixas concentrações de sódio.

 

3. Alarme: excesso de carga

O overtraining, ou excesso de treino, é um dos comportamentos mais comuns nos desportistas dedicados. Ocorre quando a carga e/ou o tempo de uma sessão de treino excedem a capacidade de recuperação do atleta. “Assim deixa de progredir e começa mesmo a perder força e rendimento”, diz Filipe Amorim. Paulo Amado refere que o overtraining na corrida é uma perigosa causa de tendinites rotulianas e no tendão de Aquiles.

 

4. Insistir até quebrar

“Ignorar a dor é como desligar o alarme quando uma casa está a ser roubada. Elimina-se o alarme mas a casa é roubada à mesma”, exemplifica Paulo Amado. “Muitos desportistas insistem no exercício quando têm uma dor ténue, cuja causa por vezes nem é diagnosticável no raio-X. Mas se há dor é porque existe um problema e não se deve insistir, pois pode provocar lesões crónicas”, alerta o médico.

 

5. A moda do jejum

Há cada vez mais pessoas a fazer desporto sem comer. O seu argumento é que isso lhes permite queimar mais gordura. “Os hidratos de carbono são o combustível dos músculos durante o exercício. Se não forem repostos através da alimentação, o organismo não consegue queimar gordura e começa a usar massa muscular (proteína) para ter energia. Isso é contraproducente”, sublinha Filipe Amorim.

 

6. Correr para chegar rapidamente ao almoço

Acabar o treino e comer uma francesinha é como fazer um castelo de areia e destrui-lo com um pontapé. “A nutrição e o exercício físico são indissociáveis”, explica Paulo Amado. “O desporto sozinho não faz com que ninguém emagreça, tem de ser acompanhado por boas práticas alimentares.”

 

7. Atenção aos pés

A escolha adequada de sapatilhas é fundamental para a prática de qualquer desporto. No atletismo, ainda mais: um calçado desajustado à corrida ou desgastado pode provocar tendinites e fracturas de stresse. “Tratei um atleta olímpico que tinha fracturas de stresse frequentes. Ele tinha ganho uma maratona com as sapatilhas velhas e usava-as sempre para lhe dar sorte. Chegámos à conclusão de que o desgaste do material do calçado era uma das causas do problema”.

 

Artigo elaborado com base no website Rota da Saúde Lusíadas. Visite www.rotasaude.lusiadas.pt para descobrir mais temas sobre saúde e bem-estar.