Que a força do medronho esteja convosco!

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O convite para participar no Walking Festival Ameixial, no Algarve, surgiu de forma irrecusável: “Há uma caminhada que termina com uma caracolada e outra onde aprendes a fazer medronho!” Fiquei definitivamente convencido quando acrescentaram que mais do que caminhadas, se tratavam de pequenos passeios na freguesia algarvia do Ameixial, aos quais me poderia baldar se me apetecesse, ou na tradução da organização, “falhar as caminhadas por motivo de força maior”.

À chegada, fui recebido com pompa e circunstância, ou seja, com um belo grão com carne merecedor de todos os brindes do final. E quando achava que a noite estava feita, surgiu a novidade, pelo menos para mim que não tinha pesquisado nada sobre o festival: Havia uma caminhada de cerca de 9 km até ao local conhecido como “Rocha do Diabo”!

Equipado com o frontal e com todo o meu mau feitio, lá acompanhei os pauliteiros de Miranda, ou caminhantes com bastão, através de caminhos na serra algarvia à procura de algo que é um buraco numa rocha e com histórias que divergem sobre a origem do nome.

Para o dia seguinte, Sábado, estava reservada a Caminhada da Rota da Água, em Monchique, onde iria aprender a história e como fazer a bebida emblemática da região. Foi com muita dificuldade e aludindo à distância do local onde nos encontrávamos e, principalmente após a promessa de me levarem a um restaurante espectacular em Cortelha, que abandonei, ainda assim a muito custo, a ideia de mergulhar, tal como o Obelix, num barril de poção secreta, que no nosso país chamamos medronho.

O ponto alto do dia para a organização era um workshop e a posterior conversa com o escritor de viagens Tiago Salazar, mas, quando conheci o senhor Orlando, habitante local e funcionário da freguesia, que tanto podia aparecer nos locais marcados como não, e que nos transportou até um monte junto ao Ameixial e decidiu, por sua vontade e ao arrepio de quem por ele aguardava noutro local, acompanhar-nos, percebi que mais do que os agendamentos, o prazer do Walking Festival Ameixial, estava ali, nas histórias vividas das suas gentes.

A corrida persegue-me!

A finalizar o dia, aproveitando a minha excelente disposição após a ingestão de uma delícia de figo, amêndoa e alfarroba, desafiaram-me a ir ao Trail Ossónoba, em Estói, no final da tarde de Domingo. Consegui negociar a minha participação para o “baby trail”, em vez da prova principal, com os seus 30 km e que iria, certamente, terminar já de noite.

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E assim, após a caminhada matinal com o viajado escritor e uma travessa de veado ao almoço, cheguei a Estói com a expectativa de não ficar estendido em plena Serra do Caldeirão. Ultrapassados 15 km de trilhos divertidos, muito bem marcados e no meio de uma paisagem lindíssima, sofri um choque à chegada: Estive, como nunca, perto do topo do meu escalão (e sim, chegaram muitos, bom, alguns atletas depois de mim).

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Bendita poção mágica!

Para o dia do trabalhador estava reservada a caminhada do caracol, mas quando esperava, no final, provar um prato dos moluscos, foram-me dadas umas tostas com caviar branco, obtido através das suas ovas!

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Para a despedida… Acertaram. Medronho!