21432925_586305144826482_2369360021519579812_n
Rumo ao Campeonato do Mundo de Trail em Penyagolosa
19 September, 2017
ultrapirineu2016-bestof-racephotos-64
Tudo pronto para a Ultra Pirineu 2017
20 September, 2017
gsag

É um desafio no mínimo aliciante, este de atravessar a ilha da Madeira de ponta a ponta, na edição inaugural do Ultra Madeira, uma prova que pretende recordar os primeiros tempos do Madeira Island Ultra Trail.

T: Miguel Judas F: Canofotosports

O conceito desta prova é simples e passa por cruzar a Madeira, unindo os extremos Oeste e Leste da ilha, ao longo de um “rápido percurso” de 85 quilómetros. A classificação é da responsabilidade de Nuno Gonçalves, director técnico de trail na Associação de Atletismo da Região Autónoma da Madeira e um dos organizadores da primeira edição desta prova.
É certo que esta ilha já é palco de um importante evento de trail ao nível mundial, o famoso e cada vez mais concorrido, Madeira Island Ultra Trail (MIUT), mas a Ultra Madeira também pretende ganhar um lugar ao sol no calendário nacional – e argumentos não lhe faltam. “Trata-se de uma prova mais acessível do que o MIUT, para permitir a quem tem menos preparação ou não tem tanta possibilidade de treinar, a experiência de também atravessar a ilha de ponta a ponta. Por essa razão, pensamos que poderá interessar a muita gente”, esclarece Nuno Gonçalves. O percurso foi, assim, pensado de modo a “possibilitar a travessia da ilha com o menor desnível possível”. No entanto, sublinha o dirigente e atleta, “isto não significa que a prova seja menos competitiva, muito pelo contrário”.

Antevisão de um sucesso anunciado
A partida está marcada para as 4 horas da madrugada de 23 de Setembro, no cabo mais ocidental da ilha, junto ao farol da Ponta do Pargo (a 290 metros de altitude) e cuja luz irá orientar os participantes nesta primeira fase nocturna do desafio, que terá como maior teste “a longa, mas gradual, subida” rumo ao Parque Florestal da Fonte do Bispo. “Poucos já se recordam, mas a edição inaugural do MIUT, em 2008, também partiu da Ponta do Pargo, pelo que este Ultra Madeira funciona também um pouco como um regresso às origens”, lembra Nuno Gonçalves, que durante anos também esteve ligado à organização do MIUT.
Segue-se uma fase de progressão mais plana, antes da descida para a Encumeada, através do sempre espectacular Caminho do Pináculo e Folhadal, numa área marcada pela frondosa paisagem da floresta Laurissilva. A passagem pelo imponente Paredão ou Rocha do Passinho e os 900 degraus que se seguem, sempre a descer, são uma imagem de marca desta zona. De seguida entra-se naquela que é conhecida como “a espinha dorsal da ilha”, o Maciço Montanhoso Central, em direcção ao ponto mais alto, o Pico Ruivo (1861 metros). “A passagem pelo maciço montanhoso central é obrigatória em qualquer prova que se preze na Madeira”, graceja Nuno Gonçalves.
Após o abastecimento na casa de abrigo do Pico Ruivo, prossegue-se em direcção ao terceiro pico mais alto, o Pico do Arieiro (1818 metros), naquele que é apresentado pela organização como “um dos percursos mais desafiantes, emblemáticos e concorridos da ilha, por entre trilhos, escadarias de pedra e metálicas, túneis, caminhos empedrados,
veredas flutuantes, miradouros e subidas infindáveis”.
Chegados ao Pico do Arieiro, entra-se no Maciço Montanhoso Oriental, numa fase novamente descendente, em direcção zona da Portela e à paisagem mágica da Serra das Funduras.
Depois de nova descida, agora em direcção à Levada do Caniçal, famosa pelas bonitas paisagens sobre o vale de Machico, chega-se ao último abastecimento, na zona da entrada para o Pico do Facho. Com o mar a Leste, cada vez mais próximo, inicia-se finalmente a descida para o Caniçal. A partir daqui já começa a faltar cada vez menos para cortar a meta instalada junto ao Museu da Baleia, no Caniçal.
Curiosos? Já falta pouco…