Romã contra a fadiga e o envelhecimento

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A romã (punica granatum) é originária do Sul da Ásia, tendo sido difundida pela região do Mediterrâneo. Têm-lhe sido atribuídas, desde a Antiguidade, diversas simbologias, entre as quais a da longevidade e a da fertilidade. Com uma casca resistente, caracteriza-se pela presença de sementes carnudas – a parte comestível do fruto.

Perfil nutricional

Em 100 gramas de sementes de romã, cerca de 83 g correspondem a água, fornecendo apenas 50 kcal. Contém uma quantidade considerável de fibra (aproximadamente 3,4 g/100 g) e de vitaminas, nomeadamente C e B6. Destacam–se ainda os polifenóis, substâncias que se caracterizam pelo seu potencial antioxidante, importante na protecção das células contra os danos provocados pelos radicais livres, como as antocianinas e o ácido elágico.

Benefícios para a saúde

Tendo em conta o seu conteúdo em água e o baixo aporte calórico, pode incluir-se em dietas de redução ou controlo de peso. As fibras, além de melhorarem o trânsito intestinal, conferem saciedade, efeito também importante para o mesmo fim.

A vitamina C contribui para manter o normal funcionamento do sistema imunitário durante e após o exercício físico intenso e contribui ainda para a protecção das células contra as oxidações indesejáveis. Quanto à vitamina B6, esta participa no metabolismo normal das proteínas e do glicogénio. As duas vitaminas (C e B6) contribuem ainda para o normal metabolismo produtor de energia e para a redução do cansaço e da fadiga.

Os polifenóis ajudam a proteger as células da acção dos radicais livres, uma das maiores causas de doenças e de envelhecimento precoce. As antocianinas, um dos polifenóis presentes, são as responsáveis pela coloração das sementes. Ao ácido elágico atribuem-se propriedades de prevenção da destruição do colagénio e de resposta inflamatória aos raios ultra-violeta, os principais factores do aparecimento das rugas. Por esta razão, existem inúmeros produtos cosméticos direccionados para a prevenção do envelhecimento da pele que incluem extracto de romã na sua formulação. Este encontra-se ainda em pastas de dentes e elixires, por parecer útil no controlo da inflamação oral.

Sugestões no consumo

Deve escolher os frutos sem cortes e de superfície lisa, com casca de cor viva. Quanto mais maduros, mais fácil será abri-los e retirar as sementes. A romã pode ser consumida ao natural, em salada de fruta ou misturada com iogurtes, sendo que o sumo pode ainda ser utilizado em vinagretes, marinadas e molhos, e a casca em infusão (cerca de uma colher de sobremesa para cada chávena de água fervente), especialmente em inflamações da orofaringe.

Aliada dos desportistas

A ingestão de extracto de romã 30 minutos antes da prática de exercício físico pode melhorar a circulação sanguínea e retardar o aparecimento da fadiga. Foi esta a conclusão de um estudo1 no qual os participantes relataram ainda maiores níveis de vitalidade e uma melhor tolerância ao exercício. Os autores associaram esses efeitos ao conteúdo significativo de nitrato dietético e de polifenóis. A ingestão de sumo de romã pode ainda contribuir para a redução do dano oxidativo causado pelo exercício, como mostrou um estudo2 conduzido em atletas de endurance de três clubes desportivos espanhóis, o qual avaliou os níveis de stresse oxidativo durante a prática de exercício comparando a ingestão de sumo de romã com a sua não ingestão.

  1. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4146683/pdf/nihms597895.pdf
  2. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0899900715004633