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GPNatal

Foto: Cortesia da Organização

No passado Domingo, dia 11 de Dezembro, as ruas da capital encheram-se de entusiastas foliões (com tanto barrete, saias e fatos completos de pai natal, acreditei, por momentos, estar já em Fevereiro). O motivo era a 59.ª edição do Grande Prémio de Natal da EDP e 7500 alminhas inscreveram-se, acima de tudo, pensa-se, para conseguirem percorrer 10 km em Lisboa sem paragens motivadas pelas obras.

Quando fui deixar o carro num dos parques de estacionamento junto da meta, verifiquei que, mesmo faltando mais de uma hora para o início da prova e várias estações de metro, já por ali andava muita gente a fazer vigorosos sprints (na realidade, estavam a aquecer, provavelmente conforme o planeado e a velocidade só era estonteante, porque a comparei com a minha).

Na zona de partida e já depois de me ter alimentado convenientemente (uma meia de leite, acompanhada de uma bola de Berlim, que os alemães são bons nestas provas), vi uns mascarados que faziam malabarismos e o meu instinto levou-me a procurar feras e os respectivos domadores para o circo estar completo.

Com tanta gente por ali metida nas suas “cenas” – uns sonhavam certamente ser DJ, tal o tamanho dos auscultadores que transportavam; outros capas de revista pelo uso dado aos telemóveis -, decidi entrar na minha própria fantasia e, como uma sardinha enlatada, esgueirei-me o mais possível até à frente da partida. Afinal de contas, sempre podia dizer que numa determinada altura tinha estado junto dos primeiros.

A prova decorreu numa ensolarada e animada Lisboa, com muito público espalhado pelas várias artérias a apoiar os atletas e os gajos como eu. Vi bailarinas penduradas de lençóis num túnel e mais malabarismos, não só dos artistas que animavam a prova, mas igualmente de quem procurava evitar os transeuntes que atravessavam a faixa de rodagem como se nada fosse, olhando para os seus belos equipamentos (tecnológicos).

Na chegada, a vertigem de comparar os tempos e fazer as poses certas para as fotos a publicar numa qualquer rede social. Os reencontros, os parabéns e os “deixa lá, que na próxima consegues”. As despedidas foram feitas num ritmo superior ao da prova, que havia um cozido à portuguesa para atacar e, é bem sabido, que sou gajo para cumprir as minhas obrigações.

 

Despeço-me agradecendo aos meus patrocinadores:

….

 

Adeus e até uma São Silvestre perto de si.