Doctor Cross

Doctor Cross: a intervenção dos médicos no crosstraining

15 dezembro 2019
3 min
O crosstraining ganha, ao longo do tempo, cada vez mais adeptos, mas apesar desta modalidade estar a conquistar fama, é necessário ter consciência das lesões que pode provocar. Foi na Évora WodBox que se realizou o Doctor Cross, onde 30 médicos consciencializaram os praticantes.

Fotos: Luís Espírito Santo

No Sábado (14 Dezembro), na Évora WodBox, na cidade de Évora, reuniram-se num contexto de prova amigável 30 médicos das especialidades de Medicina Física e Reabilitação, Medicina Geral e Familiar, Saúde Pública, Medicina Interna e Ortopedia alguns dos quais com Pós-graduação em Medicina Desportiva, que alertaram os 42 atletas que participaram no evento para o tipo de potenciais lesões associadas a esta modalidade desportiva, assim como medidas de prevenção e de actuação.

Os médicos estavam divididos em seis estações da prova, cada uma delas com duração máxima de 30 minutos. Os profissionais de saúde colocaram questões aos atletas das sete equipas sobre patologias e lesões mais frequentes neste desporto.

No caso de resposta certa os participantes ganhavam uma vantagem na estação ou na pontuação final da equipa, como: a diminuição da carga do exercício; aumento do número de repetições ao score final; aumento do tempo para realizarem o exercício ou ainda o consumo de suplementos. Mas se a resposta estivesse errada os atletas seriam submetidos a penalizações.

 

Doctor Cross

Durante esta meia hora o plano de tarefas foi o seguinte: 5 minutos para troca de estação e explicação das regras do desafio seguinte; 10 minutos de desafio de crosstraining; 5 minutos para responder a questões médicas; 5 minutos para discussão/dúvidas.

A ideia de criar o Doctor Cross coube a Patrícia Canento, Médica e atleta de crosstraining, que explicou que “sendo praticante da modalidade e já treinando na Évora Wodbox há cinco anos, tenho contacto com atletas e apercebo-me das suas dúvidas sobre diversos temas… alimentação, suplementos, prevenção e gestão de lesões, assim como de alguns erros ao nível da auto-medicação", explica. Estas foram as várias razões que motivaram a Médica a planear o evento.

 

Doctor Cross (2)

Dr.ª Filipa Narra Pisa e Dr.ª Patrícia Canento

Mas apesar de alguns praticarem crosstraining apenas por gosto, outros aliam a modalidade com a corrida ou com o trail. “Para mim a principal vantagem do crosstraining é o reforço muscular que se vai adquirindo com o tempo. Como pratico trail existem muitas subidas durante as provas e elas requerem muita exigência muscular a nível de perna”, confessou Manuel Silva, participante do Doctor Cross e atleta de trail.

O evento, que teve início às 9h00, terminou às 13h00, com a entrega de prémios à equipa que obteve a melhor pontuação final.

“É com muita satisfação que posso dizer que o balanço deste evento é muito positivo e superou as expectativas. Foi uma mais-valia para todos, especialmente para os atletas, que tiveram a oportunidade de ter uma equipa médica tão alargada como esta para poderem esclarecer todas as suas dúvidas. Este projeto acima de tudo visa promover a consciencialização dos atletas para o tipo de lesões desta modalidade desportiva e a importância do treino de prevenção de lesão que se revela fundamental no aumento da sua performance", afirmou Filipa Narra Pisa, Médica Fisiatra com Pós-graduação em Medicina Desportiva.

Foi com um ambiente animado e com um stand de alimentação de recuperação pós-treino que terminou a primeira edição do Doctor Cross. “O evento está muito bem organizado. Algumas perguntas foram difíceis, mas julgo que o objectivo era esse”, disse Miguel Maia, participante e atleta de crosstraining.

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