Pista

Sisínio Ambriz brilha no nacional de Juvenis

03 agosto 2020
2 min
O jovem atleta do Benfica, ainda juvenil de primeiro ano, bateu a concorrência e o recorde dos campeonatos, ao registar 10s73, na prova de 100m, reduzindo quatro centésimos (10,77) ao então recorde de Ricardo Alves, alcançado no ano de 98.

Foto: Luís Barreto/Federação Portuguesa de Atletismo

O campeonato nacional de juvenis, que se realizou no primeiro fim-de-semana de Agosto, acabou por não registar grande afluência de atletas que foram, divididos por sete pistas, com um só dia de provas. Pelo reduzido número de atletas e consequentemente de provas, este acabou por ter sido um campeonato atípico, tal como a actual situação que todos viemos devido à Covid-19. Mesmo assim, no escalão de masculinos onde oito atletas conseguiram melhorar as marcas de 2019. Mas nem tudo correu da melhor forma porque as restantes oito provas registaram sete piores resultados e uma acabou por ter sido semelhante ao ano transacto.

No que toca ao sector feminino, infelizmente o ano de 2019 foi bastante melhor. A última versão dos nacionais de juvenis apenas registou 5 marcas melhores, contra 11 piores. Relativamente às marcas alcançadas pelos atletas que ocuparam os terceiros lugares nos pódios, o ano passado também “ganhou” aà presente edição. Em suma o “score” de provas melhores e piores entre os dois anos (2019 e 2020), o saldo foi de 12-3 para o sector masculino e 11-5 no feminino.

Voltando à figura do campeonato, Sisínio Ambriz, confirmou a esperança que o meio do atletismo nacional tem nele. Ambriz bateu o recorde dos campeonatos, ao conseguir 10s73 nos 100m, retirando quatro centésimos ao anterior recorde alcançado em 1998 por Ricardo Alves. Com este feito, o atleta do Benfica, passa a ser o quinto juvenil de sempre a bater o recorde dos 100 metros, com o primeiro lugar a pertencer a Luís Barroso, com 10s52 (em 1983).

Destaque no sector feminino para Leonor Ferreira que, mercê do tempo alcançado (39s86) nos 300m, foi a melhor, acabando por ter ficado um pouco aquém daquilo que já tinha feito, na mesma distância (39s39), no último Inverno e que de resto é recorde nacional juvenil de pista coberta.

Em suma, um campeonato atípico onde os atletas não se defrontaram lado a lado acabando a velocidade do vento por beneficiar e prejudicar os atletas, uma vez que não se manteve constante durante a competição.

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