Actualidade
Poderiam os ginásios reabrir em Maio?
29 abril 2020
6 min
Embora esta deliberação esteja dependente, entre outros factores, da decisão do governo e restantes autoridades competentes, uma entidade gestora desportiva listou uma série de medidas preventivas que, através de uma estratégia faseada, facilitariam a abertura dos ginásios já no próximo mês de Maio.

Foto: David Mark

Com a consciência de que por um longo período nada será como antes, a All United Sports, entidade especializada na gestão de espaços desportivos que trabalha desde pequenos clubes locais às principais cadeias mundiais, estruturou uma lista de medidas preventivas com o objectivo de prestar a sua contribuição para encontrar a melhor forma de reabrir os ginásios já no próximo mês de Maio.

De acordo com a empresa, estas medidas terão sido implementadas com sucesso noutros países, visando garantir a desinfecção dos espaços, a manutenção dos padrões de distanciamento social, a saúde e a segurança dos indivíduos, tal como definido pela Direcção-Geral da Saúde nacional.

De acordo com a análise feita pela All United Sports referente ao impacto da Covid-19 na indústria do fitness em Portugal, “a quebra no volume de negócios anual no sector vai ser superior a 40%”, o equivalente a mais de 100 milhões de euros. “Os elevados custos operacionais e a inexistência de receitas podem ditar um final trágico para muitos ginásios portugueses, como está a acontecer em pouco por todo o mundo. Além de tudo isto, e para os que resistirem, a recuperação será lenta devido à reabertura dos clubes em época baixa, prevendo-se que em Dezembro de 2020 os ginásios estejam a facturar mensalmente valores que podem estar 20% abaixo da previsão de facturação inicial. Isto representa um retrocesso de quase dez anos na facturação mensal dos ginásios, voltando a valores próximos dos alcançados entre 2010 e 2013, o que terá um impacto na empregabilidade dos mais de 17 mil profissionais da área”, alertam os responsáveis da entidade.

“Esta estratégia de abertura faseada foi implementada com sucesso em outros países, garantindo não só a segurança dos utilizadores na prática de exercício físico tão importante neste momento, mas também na viabilidade dos ginásios que, em Portugal, encontram-se em situação crítica”, justificou a All United Sports.

Note-se que as medidas são apenas sugeridas enquanto recomendações úteis para as directrizes que a Direcção-Geral da Saúde e o Governo irão definir no âmbito da reabertura dos ginásios.

1ª fase de abertura (duas primeiras semanas):

  • Controlo de entradas limitado ao máximo de 1 pessoa por 4 m2 de área aberta;
  • Medição da temperatura à entrada do ginásio;
  • Utilização de tapetes desinfectantes para limpeza do calçado;
  • Obrigatoriedade de utilização de máscara por colaboradores e clientes;
  • Disponibilização de desinfectante das mãos e toalhetes nas diferentes zonas;
  • Obrigatoriedade do cliente trazer a sua própria toalha;
  • Recepção com áreas delimitadas de circulação e acrílicos para protecção dos funcionários;
  • Zona de cardio-musculação limitada a 50% da ocupação, com os equipamentos desligados de forma intercalada;
  • Zona de musculação apenas com 1 pessoa por cada 3 m2;
  • Aulas de grupo, serviços de spa, saunas, turcos, piscinas e duches encerrados;
  • Se o ginásio tiver espaço exterior, poderá se ponderar a existência de aulas de grupo que garantam pelo menos 3m2 de área por cliente;
  • Cacifos fechados de forma intercalada, permitindo apenas 50% de ocupação;
  • Suspensão da mensalidade, sem qualquer perca de regalias, a sócios que façam parte dos grupos de risco (mais de 60 anos ou com doenças preexistentes);
  • Desinfecção constante dos equipamentos de cardio-musculação, cacifos e casas de banho com especial atenção às zonas manuseadas pelos clientes.

2ª fase de abertura (terceira semana):

  • Manutenção de todas as medidas de protecção individual e higienização dos espaços;
  • Manutenção da ocupação máxima dos espaços e equipamentos definida nas duas primeiras semanas;
  • Abertura das aulas de grupo com uma limitação a 50% de ocupação, com um mínimo de 1 pessoa por cada 4m2, garantindo um intervalo temporal entre aulas de forma a não cruzar clientes e a permitir a renovação do ar dos estúdios;
  • Abertura intercalada dos duches, limitada a 50% da ocupação, garantindo o distanciamento;
  • Abertura das piscinas com capacidade limitada a 50% da ocupação e impossibilidade de aluguer de material (toucas, óculos de natação, etc.).

3ª fase de abertura (quinta semana):

  • Manutenção de todas as medidas de protecção individual e higienização dos espaços;
  • Avaliação das medidas de limitação de ocupação das diferentes áreas e serviços, ponderando-se a subida da ocupação máxima para 75%.
  • Avaliação da abertura dos serviços de spa, saunas e turcos;
Partilhar