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Jorge Vieira vê pandemia como oportunidade para repensar o atletismo
18 maio 2020
3 min
A vontade de desenvolver um atletismo diferente, sem descaracterizar a modalidade, foi afirmada durante o debate promovido pela Associação de Atletismo de Aveiro, anunciado pela RUNNING Magazine.

Foi na passada sexta-feira, dia 15 de Maio, que Jorge Vieira, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) reflectiu a situação actual de pandemia como uma “grande oportunidade para repensar o atletismo” português. Nesse sentido, Jorge Vieira anunciou ainda que a FPA está a preparar um “plano audaz” para desenvolver a modalidade. As afirmações foram proferidas durante o debate “Atletismo Pós-Pandemia”, promovido pela Associação de Atletismo de Aveiro (AAA), que juntou várias figuras de destaque com o objectivo de deslindar como será o regresso do atletismo após esta paragem.

Jorge Vieira remeteu para a próxima semana a apresentação de um documento que está a ser preparado pela FPA para “desenvolver a modalidade”, referindo o mesmo como um projecto que pretende desenvolver um atletismo diferente, porém “sem descaracterizar a modalidade”: “Não queremos fechar as portas da modalidade, como já vimos outras a anunciar radicalmente, mas tudo o que estamos a preparar são condições para que os atletas retomem os treinos com muito cuidado, prudência, distância social e desinfecção”, explicou o líder da FPA.

Jorge Vieira sublinhou também ser “impossível calendarizar o futuro” e que quando se aponta o regresso das competições para o Verão se está a “navegar à vista”.

Como tal, deixou “uma pista” relativamente ao plano que está a ser elaborado pela FPA, que pretende reformular um quadro competitivo que tem quase um século: “Queremos ter uma grande competição de corta-mato estrada e pista para fazer um ranking de clubes e atletas. Será uma forma de voltar a estimular o meio-fundo, disciplina que tão bons resultados teve no passado”, desvendou.

Quanto aos planos para retomar as competições, Jorge Vieira desvendou a “intenção de fazer provas antes do final do ano”, porém de modo alternativo às competições tradicionais: “Podemos fazer, por exemplo, duelos entre atletas, que podem animar a modalidade, antes de transitar para provas mais formais, com distanciamento, até poder voltar à normalidade”, exemplificou.

Por fim, Jorge Vieira lembrou que o facto de outras modalidades estarem a encerrar a actividade de forma taxativa pode ser “mais uma oportunidade” para cativar novos praticantes, se o atletismo for capaz de manter a actividade e aplicar os planos alternativos que preconizou.

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