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Covid-19: portugueses sentem capacidade física afectada
21 maio 2020
2 min
Um estudo realizado pelo grupo de investigação da Universidade Nova de Lisboa refere que os corredores portugueses reduziram o número de treinos semanais e praticaram actividades desportivas com menos frequência.

© iStock

O grupo de investigação Sistemas de Modelação e Planeamento do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), da Universidade Nova de Lisboa, liderado pelo Professor Rui Pedro Julião desenvolveu um inquérito sobre os impactos ao nível da prática dos principais desportos de ar livre, que resultam das medidas extraordinárias impostas aos cidadãos.

O questionário reuniu um total de 2308 respostas de atletas/praticantes lusos, mas entre as oito actividades desportivas, e outras, que foram caso de estudo, a maioria dos atletas representavam Estrada (878) e Trail Running (760).  

Chegou-se à conclusão que 61% treinou com menor frequência e que 920 atletas reduziram os seus treinos semanais, sendo que 26% trocou o seu local de treinos, passando estes a serem em lugares indoor.

Relativamente às provas agendadas só 225 atletas é que não foram afectados devido à crise que o Covid-19 originou e 37% consideram que o não reembolso de valores de inscrição traz impacto económico às actividades.

Após as semanas de confinamento e de provas canceladas 58% dos praticantes vêem a sua capacidade física ligeiramente afectada e 22% muito afectada. Já a capacidade técnica possui percentagens semelhantes.

Quanto ao nível de exposição ao perigo 885 pessoas estão muito preocupados e 18 delas não têm qualquer tipo de receio. Apesar de todos os constrangimentos, 94% desejam manter a actividade física e 24% concorda, mas com algumas alterações.

O estudo foi realizado ainda aos praticantes de desportos de ar livre de Espanha. Foram 468 aqueles que responderam ao inquérito e registaram-se algumas diferenças no perfil e situação perante a pandemia. O impacto em Espanha foi consideravelmente maior ao nível da redução da frequência e duração dos treinos, bem como pelo facto destes se terem passado a realizar indoor (70%).

Além do grupo de investigação já referido anteriormente, o estudo foi efectuado também com o Grupo de Investigação Social e Educativa da Actividade Física e do Desporto (GISEAFE) do Instituto Nacional da Educação Física de Catalunha (INEFC) da Universidade de Lérida, e contou ainda com a colaboração da Lap2Go.

Ana Rita Moura
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