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Jesse Owens: 85.º aniversário dos melhores 45 minutos do atletismo
25 maio 2020
1 min
O atleta Jesse Owens, mais conhecido por ter sido quádruplo campeão olímpico nos jogos de Berlim, em plena Alemanha nazi, em 1936, começou a gravar a sua história no mundo do atletismo a 25 de Maio de 1935, quando em 45 minutos estabeleceu quatro recordes mundiais.

Jesse Owens concorria na prova Ten Championships, em Ann Arbor, no estado de Míchigan, competição em que participavam dez das maiores universidades norte-americanas. O jovem atleta afro-americano, então com apenas 21 anos, concorria pela Universidade de Ohio e momentos antes pensou em desistir da prova por se apresentar com dores nas costas, devido a uma queda recente.

Mas, depois de decidir afinal competir, Jesse Owens conseguiu um feito que ninguém alcançou até aos dias de hoje, o de estabelecer quatro recordes mundiais, proeza que foi apelidada pela publicação Sports Illustrated como os 45 minutos mais impressionantes da história do desporto.

Tudo começou cerca das 15:15 do glorioso dia 25 de Maio de 1935, quando começou por fazer 100 jardas (91,44 metros) em 9,4 segundos, empatando assim a marca mundial estabelecida até ao momento.

Apenas 10 minutos depois, Owens conseguiu saltar mais longe (salto em comprimento) e estabeleceu 8,13 metros como o novo recorde mundial, uma marca impensável e extraordinária para a época que se tornou imbatível durante 25 anos.

Pelas 15.34, e, como se percebe apenas 9 minutos mais tarde, já na prova para a corrida das 220 jardas (201,16 metros) o atleta universitário conseguiu fazer menos três décimas de segundo que a marca anterior, com o novo recorde de 20,3 segundos.

Por fim, cerca das 16:00, a prova das 220 jardas de obstáculos foi completada com mais um novo recorde de 22,6 segundos.

No ano seguinte, nas Olimpíadas de Berlim de 1936, Owens conquistava quatro medalhas olímpicas – nos 100 e 200 metros, salto em comprimento  e estafetas -, em pleno regime nazi. Esta vitória acarretou um significado que extravasou as fronteiras desportivas e fez o atleta ficar para a história como um símbolo da sua raça.

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