Actualidade

Manuela Machado recorda vitória mundial conquistada há 25 anos

05 agosto 2020
3 min
A ex-atleta portuguesa, hoje com 56 anos, estava em excelente forma e não esconde a confiança que tinha na vitória.

Foi a 5 de Agosto de 1995 que Manuela Machado venceu a prova feminina da maratona, em Gotemburgo, na Suécia, e se sagrou campeã mundial, repetindo o feito de Rosa Mota alcançado em 1987, em Roma.

Hoje, precisamente um quarto de século depois, a atleta natural de Viana do Castelo, recordou em entrevista à Agência Lusa essa enorme conquista da sua carreira que lhe valeu a medalha de ouro na maratona dos campeonatos do mundo.

Para a minhota esta foi uma das suas melhores corridas de sempre e, confessou, estava convicta de que iria ganhar. Recorde-se que Manuela Machado tinha conquistado no ano anterior o ouro nos Campeonatos da Europa, em Helsínquia, e a prata nos Mundiais de 1993, em Estugarda.

"Quando parti de Portugal para Gotemburgo, saí com a ideia de que ia ser campeã do mundo, estava completamente convencida que ia ganhar a prova. Eu queria e sabia que ia ser campeã do mundo. A minha forma era tal que me dava uma confiança a 100 por cento na vitória. Por isso, até queria ter atacado mais cedo, mas a minha treinadora, a Sameiro Araújo, não deixou. Mas eu queria, porque as minhas pernas corriam sozinhas e estava muito forte mentalmente", relembra a ex-atleta portuguesa sobre as suas enormes expectativas na época.

Em pouco mais de duas horas e 25 minutos de corrida, Manuela Machado relata que começou por pensar no controle que tinha de fazer às adversárias, mas, depois, o foco virou-se para a vontade em "oferecer a vitórias aos portugueses".

Sem hesitar quando elege essa corrida como "uma das melhores da carreira", Manuel Machado narra ainda o facto de ter ficado uma volta por dar na chegada ao estádio da capital sueca, o que levou a que a marca de 2:25:39 não tenha sido homologada, por terem ficado por percorrer 400m.

"Na partida, eu sabia que tinha de dar três voltas à pista, saía para o percurso [pela cidade] e, no regresso ao estádio, era directamente para a meta. Só que, no início, só demos duas voltas e eu pensei que teria de dar mais uma, nas imagens vê-se eu a perguntar se terminava mesmo ali e o júri disse que sim. Só no dia seguinte é que nos disseram que faltava uma volta. De qualquer forma batia o recorde da prova, mas pronto, nos campeonatos o que interessa é a medalha”, afirmou.

Esta vitória valeu ainda a Manuela Machado um Mercedes que a ex-atleta ainda tem em sua posse: “Ainda o uso e está bem cuidado. É um carro que nunca será vendido porque, tal como as medalhas, tem um valor sentimental e não monetário", frisa.

Partilhar