Trail

Desafio Picos do Açor torna-se incontornável à segunda edição

09 dezembro 2019
6 min
À segunda edição, o Desafio Picos do Açor tornou-se incontornável no calendário nacional de trail. No próximo ano a prova será a “master” do novo circuito ATRP Pro League e a RUNning falou com um dos mentores e organizadores deste desafio, André Rodrigues, para saber o que podem os atletas esperar.

Fotos: Matias Novo

No próximo fim-de-semana arranca a segunda edição do Desafio Picos do Açor. A prova, que começou em 2018, foi pensada e criada por dois atletas incontornáveis da modalidade, André Rodrigues, Prozis Athlete, e Romeu Gouveia, da Salomon/Suunto. No ano de lançamento prometeram uma prova feita por atletas e para atletas, que iria dar a conhecer o melhor que a Serra do Açor tem para oferecer. A “fórmula” revelou-se de sucesso, a julgar pelas inscrições esgotadas da segunda vez que o desafio sai para os trilhos e pela elite nacional e internacional que já confirmou presença.

Este ano serão 1300 atletas a competir nas distâncias disponíveis – de 32, 18 e 10 km (além do Kids Açor Trail) –, o que significa que “o evento teve um crescimento de 50%” face ao ano anterior, como referiu à RUNning André Rodrigues. Entre os predicados encontrados por este mentor e organizador da prova, estará o nível de competitividade que a Serra do Açor permite. “Poderíamos fazer o evento mais difícil de Portugal, mas não foi esse o nosso objectivo. Fizemos o que nos pareceu lógico, sendo que a dureza da Serra do Açor vem por acréscimo, com o percurso a tornar-se mais técnico e desafiante nesta altura do ano”, explicou André Rodrigues.

Por outro lado, os organizadores fizeram questão de ir partilhando todos os pormenores da preparação da prova, que, garantiu André Rodrigues, reflecte exactamente os gostos de quem os pensou e executou. “Todo o percurso é feito por trilhos, single track e zonas montanhosas. É o que gostamos de encontrar quando vamos a outras provas”, disse o organizador.

1K1A5795

Mas não é só a quantidade de inscrições que reflecte o sucesso do evento. “Temos um grande nível de atletas de elite nacional e internacional, entre os quais o espanhol Santi Mesquita, que acabou de confirmar a sua presença”, adiantou André Rodrigues. Ao espanhol juntar-se-ão, do lado masculino, Andreu Simon, da Buff Pro Team; e, entre a elite nacional, Luís Semedo, da ACPortalegre – UTSM; Tiago Romão, da Salomon Suunto; António Almeida, da Clube Praças da Armada; Guilherme Lourenço, da CRP Ribafria; Hugo Bia, da Trail Team Bifase; Miguel Ângelo, da Trilho Perdido Eventos – Imporlux; Paulo Mesquita, da EDV – Viana Trail; Bruno Coelho, da Furfor Running Project; e Leonardo Diogo, do Clube Aventura da Madeira.

Do lado feminino, o destaque da organização vai para Inês Marques, da OCS – Arrábida Trail Team; Susana Echeverría, da Coimbra Trail Running; Rosa Madureira, da AD Marco 09; Ester Alves, da Salomon Suunto; Lucinda Sousa, Prozis Athlete; Alice Lopes, do Ginásio Fit 4 Fun; Inês João, da Saca Trilhos Anadia; Nádia Casteleiro, da Oralklass – Amigos do Trail; Sara Brito, do CA Barreira; e Jocelina Ferreira, do Montanha Clube Trail Running - EFAPEL.

Desafios da prova “Master” ATRP Pro League

Neste contexto, não é de estranhar que o Desafio Picos do Açor tenha sido não só uma das competições convidadas para integrar o novo circuito ATRP Pro League, como a escolhida para evento “master”, o que significa que vale pontos a dobrar. “Como atletas olhamos para este novo circuito com bons olhos e é por isso que o apoiamos, para que se diminua o fosso entre o que se faz em Portugal ao nível do trail e o que se faz lá fora. Pode ser que assim se traga sangue novo à modalidade e se aumente a competição. Como organizadores, esta participação adivinha-se muito exigente, principalmente do ponto de vista financeiro, sendo que só conseguimos integrar o circuito devido ao maior apoio que vamos ter do Município de Arganil”, opinou André Rodrigues.

O organizador acrescentou ainda que este circuito poderá ser um sucesso, “desde que seja bem comunicado”, podendo ser atractivo para a “elite internacional, principalmente para os atletas espanhóis a residir próximos da fronteira, como o Santi Mesquita, o Pablo Vila ou o Miguel Heras, pois ganhar três ou quatro provas e ser vencedor do circuito permite acumular um valor em prémios bastante considerável”. No entanto, André Rodrigues disse considerar também que “não se pode olhar apenas para a questão monetária”, sendo “essencial comunicar bem o evento e torná-lo atractivo, dando visibilidade às marcas que o apoiarem”.

No que diz respeito à prova “master”, com data marcada para 12 de Dezembro de 2020, o organizador adiantou que não está nos planos “aumentar o preço das inscrições ou alterar o percurso da prova de 32 km, que, na opinião da organização, está quase perfeito”. “Está-se a pensar trabalhar mais o percurso de 18 km e eventualmente dividir a competição por dois dias de provas”, concluiu André Rodrigues.

Até lá ainda há muita competição a acontecer, sendo que o desafio deste ano pode ser acompanhado aqui.

Leia também “Já são conhecidas as provas do novo circuito da ATRP

Partilhar