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COI mantém Jogos Olímpicos
18 março 2020
3 min
O evento está previsto para decorrer entre 24 de Julho e 9 de Agosto. A relutância da entidade organizadora, perante o cenário de pandemia mundial e cancelamento generalizado de provas, já lhe valeu críticas.

Athit Perawongmetha/Reuters

Foi depois de reunir com as várias federações nacionais, que o COI - Comité Olímpico Internacional voltou, no dia 17 de Março,  a decidir manter os Jogos Olímpicos para as datas previamente agendadas.

Assim sendo, tudo está a ser preparado com normalidade para que a competição tenha início a 24 de Julho e termine a 9 de Agosto.

Em nota oficial, o COI reconhece o cenário preocupante perante a pandemia do coronavírus, mas considera que ainda não é o momento certo para tomar uma medida drástica que envolva o adiamento ou cancelamento do evento. No entanto, não há dúvida que a situação actual está a prejudicar a preparação dos atletas para a prova de maior relevo no mundo do desporto, nomeadamente nos países onde foi decretado estado de emergência.

“A saúde e o bem-estar de todos os envolvidos nos preparativos para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 são a nossa principal preocupação. Estão a ser tomadas todas as medidas para salvaguardar a segurança e os interesses dos atletas, treinadores e equipas de apoio. Nós somos uma comunidade olímpica, apoiamo-nos nos bons e maus momentos. Essa solidariedade olímpica define-nos como uma comunidade”, afirmou Tomas Bach, presidente do COI.

A decisão surge no mesmo dia em que o Campeonato Europeu de Futebol – Euro 2020 foi adiado para 2021, para o período de 11 de Junho a 11 de Julho, após reunião da UEFA com as várias federações nacionais europeias, realizada por vídeo-conferência.

Confira a decisão na página oficial do comité olímpico aqui.

Atletas criticam decisão

A grega Katerina Stefanidi, atual campeã olímpica de salto com vara, foi uma das vozes críticas que insurgiu nas redes sociais, face à insistência do COI: “Não está em causa como as coisas vão estar daqui a quatro meses, mas como estão agora. O COI quer que continuemos a arriscar a nossa saúde, da nossa família e a saúde pública para treinar todos os dias? Estão a colocar-nos em perigo agora, não daqui a quatro meses”, escreveu a atleta.

Já Hayley Wickenheiser, canadiana membro do COI, médica e ex-atleta olímpica de hóquei no gelo, classificou a atitude da organização como “irresponsável” e “insensível”.

 

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