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Rute Simões retida no aeroporto de Bogotá há uma semana
22 março 2020
2 min
Tal como sucede noutros países da América Latina, neste momento apenas podem entrar ou sair da Colômbia os cidadãos nacionais ou estrangeiros residentes.

Foi na segunda-feira passada, dia 16 de Março, que Rute Simões deixou os Estados Unidos, onde está a estudar, e rumou à Colômbia para estar mais perto de alguns familiares que lá residem, devido ao surto do novo coronavírus. Porém, o que parecia ser uma simples viagem tornou-se um verdadeiro pesadelo, já que a atleta ficou retida no aeroporto desde o momento em que aterrou, na sequência da decisão do país de fechar as fronteiras aos estrangeiros, excepto os residentes. No entanto, a medida apenas entrou em vigor a partir do dia seguinte à sua chegada – dia 17 de Março –, pelo que a atleta não entende o porquê de ter sido vedada a sua entrada em território colombiano.

Além de estar impedida de entrar na Colômbia, Rute Simões não consegue também voltar a Portugal, apesar do esforço da embaixada portuguesa: “Não era a minha opção preferencial, dado o surto que a Europa enfrenta. De qualquer forma, os meus pais estão em Portugal e estão muito preocupados com tudo isto, e eu apenas quero sair desta situação de incerteza em que me encontro”.

Em declarações à RUNning a atleta de longa distância revelou ainda que, para agravar, não tem consigo quaisquer dos seus pertences e, até ao momento, apenas adquiriu uma máscara para se proteger do surto do COVID-19, pois no aeroporto onde se encontra já foi confirmado pelo menos um caso da doença.

“Peço ao presidente Ivan Duque [presidente colombiano] que me ponha em quarentena e depois me deixe entrar no país para poder estar com a minha família neste momento difícil para todos”, apela a atleta de 25 anos.

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