26 novembro 2019
De Cabo Verde para o Algarve com uma paragem nos Açores

Por Miguel Judas

É sabido que sem treino e sem descanso não há milagres, tal como é um lugar-comum, à sacramental pergunta, antes do início de cada prova, sobre a preparação para a dita, dar como resposta um rotundo não. Uma e outra coisa são verdade, especialmente para uma prova como o Algarviana Ultra Trail (ALUT), mesmo que feita por estafetas, como vai ser o caso. É preciso muito treino e descanso e nem assim nos sentimos preparados. Mas quando não há treino nem descanso, enfim, fiquemo-nos por aqui, que vou ter muito tempo para reflectir sobre isso enquanto andar a penar, sozinho e à noite, pelos trilhos das serranias algarvias.

Por motivos profissionais, há muito que não paro quieto no mesmo sítio, o que obriga a uma apurada logística no que aos treinos diz respeito – ou não, se calhar é só mesmo preguiça. E tudo piorou com o aproximar da prova. O mais próximo que estive de treinar foi durante uma viagem a Cabo Verde, para participar num festival de caminhadas na bela e selvagem ilha de São Nicolau, organizado por Bruno Rodrigues, nada mais nada menos do que o criador do ALUT – nem ali me escapei.

Foram cinco dias a caminhar por montanhas e penedos de uma escala pouco usual por cá, num total de quase 70 km. Ok, não é correr, mas, assim-como-assim, o mais certo é também passar algum tempo a caminhar no ALUT, pelo que me parece um treino adequado. Pelo meio e a convite do Bruno, participei numa corrida com alguns atletas locais. Apenas 13 km, que só serviram para, mais uma vez, provar que não há mesmo milagres.

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De regresso a Portugal, e quando já a faltar menos de uma semana para o início do ALUT, arrisco participar no Windmills Trail, a prova aberta da Final da Taça de Portugal de Trail, disputada na ilha da Graciosa, nos Açores. Uma enorme e agradável surpresa de trilhos e paisagens, até bastante inesperadas, na mais plana ilha dos Açores, que também é a segunda mais pequena do arquipélago. Ao todo, foram 40 km, com quase dois mil metros de desnível positivo, ao longo dos quais ainda parecia destilar todo o grogue que tomei em Cabo Verde.

Bem, que venha então o medronho, que para esse estou sempre preparado!

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