10 fevereiro 2020
Nos trilhos como na estrada

Foram anunciados pela Asics como uma reinvenção de um dos seus mais carismáticos modelos, que tantos fiéis têm pelos trilhos desse mundo fora, mas esta versão Pro dos Fujitrabuco promete ser muito mais que um mero baralha e volta a dar, como a marca japonesa fez nas anteriores e sucessivas gerações desta gama. À primeira vista, aparentam ser um pouco mais frágeis do que os antecessores, também devido a extrema leveza e minimalismo dos detalhes. E fragilidade, já se sabe, é tudo aquilo que não se quer nos trilhos, especialmente nos mais exigentes, como os dos Abutres, onde testámos estes Fijitrabuco Pro pela primeira vez.

Se era para ter uma opinião formada, então o melhor é mesmo levá-los ao limite numa das provas de trail runnning mais complicadas, em termos de terreno, do calendário nacional. A primeira sensação, ao calçá-los, é de total conforto, mas também de grande segurança, proporcionada por um novo suporte na zona do tornozelo, que sob a forma de duas pequenas almofadas, se aconchega na perfeição à perna. Mas enfim, isto é tudo muito bonito, mas é lá na serra, no meio da lama e das pedras que se tira a prova dos nove.

Nas primeiras passadas, ainda pelas ruas empedradas de Miranda do Corvo, nada a salientar, exceptuando o facto de de imediato me ter esquecido que era a primeira vez usava uns sapatos de trail da Asics. Podia correr muito mal, mas para já tudo normal. À medida que o tempo ia passando e os diversos tipos de terrenos se sucediam, a sensação de segurança não só se manteve como aumentou. Isto elevou os índices de confiança para atacar as descidas de lama e as pedras molhadas, sempre praticamente sem escorregar, sublinhe-se. A explicação para esta (quase) total aderência parece estar na nova sola, cujo “design foi pensado para otimizar a tracção, tanto a descer como a subir em qualquer tipo de superfície”. Parece e é, conversa de marketing, mas foi exatamente isso que comprovámos nos sempre desafiantes Trilhos dos Abutres.

Com uma outra particularidade, a tal sensação de conforto inicial, também nunca desapareceu, bem pelo contrário, tornou-se cada vez mais evidente à medida que os quilómetros e os desníveis se acumulavam. Segundo a marca o segredo está na entressola, fabricada com um composto mais leve do que os utilizados habitualmente nos modelos de trail running, proporcionando um maior amortecimento ao corredor, ao mesmo tempo que aumenta a durabilidade aos sapatos – pormenor também importante. E no meio desta, está encaixado uma espécie de prato, que protege a sola do pé do impacto com rochas mais pontiagudas.

Na lista de novidades destes Fujitrabuco Pro, estão ainda a meia que envolve a parte superior do tornozelo, para evitar a entrada de detritos, os novos atacadores, de puxar e não de atar, ou um sistema de drenagem que nunca os deixa ficar ensopados – nem mesmo nos rios de lama dos Abutres. Isto tudo para dizer que a aparente fragilidade minimalista do primeiro olhar é mesmo só isso: aparente. E que estes Fujitrabuco Pro, mais que uma reinvenção, podem mesmo ser uma revolução, pelo modo como permitem correr em trilhos tal e qual como se estivéssemos na estrada.

 

Asics Fujitrabuco Pro

Peso: 270 gramas

Drop: 6 mm

Tipo de passada: neutra

Preço: 140 euros

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